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INFORMAÇÃO SUMÁRIA DE GONDAR
 
 
Padroeiro: Divino Salvador.
Habitantes: Cerca de 222 pessoas(I.N.E.2011).
Eleitores Inscritos: 234 eleitores em 05-06-2011.
Sectores laborais:Agricultura, pecuária e pequeno comércio.
Tradições festivas: Senhora da Agonia (Agosto), Senhora do Rosário e Santíssimo Sacramento (Julho).
Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja Paroquial, Cruzeiro do Senhor dos Aflitos, Capela da Senhora da Agonia e Senhora da Aparecida, Moinhos e engenhos.
Artesanato: Tecelagem e bordados à lavradeira.
Gastronomia: Enchidos de porco.
Colectividades: GARCEA – Gondarense Associação Recreativa Estudantil Agrícola.
 
 
 
ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE GONDAR
 
 
Esta Freguesia de Gondar localiza-se no Vale do Âncora,  ocupa um território de 535 ha, situado a 12 km da Vila de Caminha, e a a cerca de 13 km de Vila Praia de Âncora.
Seus lugares são: Carotes, Casal e Igreja.
Faz limites com as freguesias de Azevedo, Dem, Orbacém e Riba de Âncora.
 
 
 
RESENHA HISTÓRICA DE GONDAR
 
 
Esta freguesia é mencionada nas Inquirições de 1258 conforme se verifica no livro “ Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo” que transcrevemos na integra: “O seu padroado pertencia ao bispo de Tui, como se depreende da lista das igrejas da diocese tudense em território português, elaborada entre 1258 e 1259.
Em 1320, como se indica na lista que o rei D. Dinis mandou elaborar para apuramento de taxas das freguesias da diocese de Tui, coube-lhe a quantia de 50 libras.
Na avaliação dos benefícios da comarca de Valença, Gondar rendia 15 mil réis.
Foi vigairaria da apresentação “ad nutum” do convento de Tibães e depois do convento de São Bento de Coimbra. Em 1839 pertencia à comarca de Monção e, em 1852, à de Viana do Castelo».
 O solo de Gondar apresenta características de grande riqueza mineral. Assim pela sua zona ribeirinha (rio Juncal, o regato da Porreira) foram no passado explorados minérios de valor inquestionável, principalmente o volfrâmio e o estanho. Abriram-se minas, de forma a rentabilizar estas extracções e Gondar conheceu algum progresso nessa ocasião. Nos tempos mais actuais Gondar apresenta uma característica ainda rural que a par das belezas ribeirinhas, das vistas panorâmicas observadas do Alto do Monte da Senhora da Serra, as quais abrangem todo o Vale do Minho e do Coura possibilitam condições de vida ambiental de valor acrescido.
Destaque a nível patrimonial para a Igreja Paroquial, cuja traça é da primeira metade do século XVIII, o cruzeiro,  as capelas da Senhora da Agonia e da Senhora da Aparecida, vários moinhos e engenhos a se estenderem ao longo do rio Juncal e do regato da Porreira.
No Campo cultural o Rancho Folclórico de Gondar tem a sua expressão é uma referência. No campo das colectividades, A GARCEA – Gondarense Associação Recreativa Cultural Estudantil Agrícola – movimenta a área jovem da Freguesia.

As tradições religiosas são em honra da Senhora do Rosário e Santíssimo Sacramento da Senhora da Agonia, realizada em Agosto. O artesanato está assegurado pela de tecelagem de linho, desde a sua cultura do Linho e todo o processo de beneficiamento. Os bordados “à lavradeira” merecem destaque nesta área artesanal.

 



 

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA DE ORBACÉM

 

 

Padroeiro: Santa Eulália.

Habitantes: 213 pessoas (I.N.E. 2011).

Eleitores Inscritos: 248 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Agricultura e pecuária.

Tradições festivas: Corpo de Deus (na data anual), Sr. dos Aflitos, no Domingo gordo (antes do Carnaval)

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, relógio do sol e Bacia do rio Âncora.

Artesanato: Trabalhos em linho. 

Gastronomia: Enchidos de porco.

Colectividades: Associação Social, Cultural e Recreativa de Orbacém.

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE ORBACÉM

 

Orbacém está situada a cerca de 16 Km da vila de Caminha, a sede do concelho e, sensivelmente, à mesma distância da cidade de Viana do Castelo.

Estende-se em plena Serra de Arga por uma área aproximada de 514 ha, localizada no Vale do Rio Âncora, mais precisamente na margem direita deste Rio encantador, tendo as freguesias de Gondar e Dem do lado Norte, a Poente faz limite com Riba de Âncora, a Sul com Amonde e a Nascente com Montaria.

Já na outra margem do Rio Âncora, novamente Amonde e Freixieiro de Soutelo. (Amonde, Montaria e Freixieiro de Soutelo, todas do concelho de Viana do Castelo).

 

RESENHA HISTÓRICA DE ORBACÉM

 

Tal como as restantes paróquias do Vale do Âncora, a freguesia de Santa Eulália de Orbacém tem a sua origem numa "villae" tardo-romana que D. Paio Vermudes, autorizado como estava pela «presúria», chamou a si e aos seus descendentes, conhecedor como era, do valor do campo mineiro que toda a região do Vale do Âncora encerra.

Esta «vila», «Arvezani» seria, posteriormente, doada por D. Ordenho II (914- 924) à Sé de Lugo. Porém, volvidos alguns anos, volta ao poder real, já que D. Afonso IV (926-930) a dá a D. Naustio, Bispo de Tui. Um seu sucessor, o Bispo Afonso I, entrega por sua vez a «vila Arvezani» a um seu afilhado, Nuno Soares.

Mais tarde, os descendentes de Nuno Soares e Paio Vermudes, conjuntamente com Frei Ordonho legaram todo o património (1068) para a fundação do Mosteiro de S. Salvador da Torre.

Quanto ao campo mineiro, já explorado pelos romanos, é bem evidente a existência no Vale do Âncora da passagem da Via Quarta, 19 do Itinerário de Antonino, que teria o seguinte trajecto: - Do alto da Pica para o lugar de Meijão, Calçada da Moura de Espantar, Breia de Amonde, Chão da Pica, Ponte de Tourim, Ponte de Saim, calçada para Ribô, calçada da Moura, Rua da Corredoura, até Caminha.

Não obstante algumas especulações de tipo documental, ou algumas fantasias inconsistentes, sabe-se que Orbacém já figura em documentos do século X, com o nome de «Erbcazaim».

Nas inquirições de 1258, ao dizer-se que o rei não é padroeiro, significa que a nobre estirpe dos «Velhos de Vitorino das Donas» mantinha o seu senhorio em Orbacém. No entanto o rei reservava para si alguns direitos, como o de alojamento e de acompanhamento, se quiser fazer caçadas na Serra de Arga, quando vier a Ponte de Lima.

No rol de benefícios mandado fazer por D. Dinis, em 1320, para pagamento da taxa ao rei «ecclesiam Sancte Eollalie de Ervecem» pagava sessenta libras.

Segundo o Censual do cabido de Tui para o arcediagado da Terra da Vinha, em 1321, Orbacém pagava dois quarteiros de cereais não especificados, uma libra de cera e procuração ao cabido.

Entre 1514 e 1549 esteve anexada à paróquia de Meixedo, do concelho de Viana do Castelo, rendendo as duas para a Mitra 50 mil reis.

No Censual de D. Frei Baltazar Limpo (1551-1581), Orbacém pertencia ao Mosteiro de São Salvador da Torre que, nesta época, já estava integrado na câmara arcebispal.

Em 1758, nas Memórias Paroquiais, segundo a discrição do Abade António da Costa Rebelo, da freguesia de S. Paio de Meixedo, diz-se que a freguesia de Santa Eulália de Orbacém era um curato anexo à abadia de Meixedo.

Na Estatística Paroquial de 1862, Orbacém figura como vigariaria de concurso, da apresentação da Mitra, passando, depois, a freguesia independente com o título de reitoria.

Em 1839 pertencia à comarca de Monção, em 1852 à de Viana do Castelo e, em 1878 à de Caminha.

A confirmar esse passado nobre da freguesia de Santa Eulália de Orbacém, são bem evidentes vestígios de explorações mineiras e construções como a Igreja Paroquial que é assim referida por alguns autores:" Para quem passa na estrada que liga Vila Praia de Âncora a Lanheses, não lhe é estranha esta bela construção rural, situada numa encosta de verdura luxuriante, poucos metros antes da Ponte de Tourim e tem, à entrada do Adro, uma interessante figura barroca que sustenta um curioso relógio de sol".

Por força do Decreto-Lei n.°48.590, publicado no Diário do Governo n.°228, I Série, de 26 de Setembro de 1968, que criou a freguesia de Dem e estabeleceu os novos limites das freguesias de Gondar e de Orbacém, o território e a população da freguesia de Santa Eulália de Orbacém ficaram reduzidos a menos de metade.

A falta de Serviços Públicos e a escassez de estabelecimentos comerciais e industriais, obriga a população a deslocar-se com frequência às vilas e cidades mais próximas, quer para efeitos de emprego quer para troca de produtos comerciais. Apesar de a localidade estar relativamente bem servida de rede viária, por estradas Municipais, Nacionais e pela A28, os meios de transportes públicos são insuficientes.

No âmbito da saúde, da assistência social e do ensino, as carências são totais, os estabelecimentos mais próximos nestas áreas essenciais situam-se em Vila Praia de Âncora, a cerca de 8 Km.

No capítulo das infra-estruturas básicas, a rede pública de distribuição de água

ao domicílio cobre praticamente toda a área da freguesia, mas a rede de saneamento ainda não está instalada, sendo as águas residuais tratadas por meio de fossas sépticas.

No que concerne à cultura e ao lazer, a freguesia está dotada de um Centro Social e Cultural, com salão de festas e outras dependências, espaços por onde têm passado actividades diversas relacionadas com o folclore, reuniões de convívio e até espectáculos de música clássica. Dispõe de um polidesportivo descoberto e duas pequenas áreas de lazer muito agradáveis.

À semelhança do que acontece com outras povoações vizinhas, a paisagem que envolve as margens do Rio Âncora, as vistas que se observam do lugar de Cabanas e a própria ruralidade da freguesia, constituem os principais pólos de atracção turística.

 

 
 

( Fontes consultadas: Caminha e seu Concelho, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI  )
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